Me impressiona a capacidade que tenho de me ocultar em palavras e mais ainda por acreditar que estou de fato escondido naquilo que escrevo. Definitivamente, isso nunca será uma verdade absoluta; absolutamente, esse poder eu ainda não adquiri. Deus ainda não acredita que os seres humanos possam ter poderes; e invisibilidade, se existisse uma ordem de poderes a serem creditados ao homem, certamente é um dos últimos dos dons.
Devo então colocar aqui diante de todos o que tenho passado e sentido nos últimos dias? Devo vir e me expor e me humilhar, para finalmente me desapegar desta falsa crença de que a sutileza de meus verbos e substantivos e principalmente preposições, advérbios e adjetivos podem expressar o que sinto, mas sem tornar meus sentimentos escrachados e grosseiramente divulgados? Será? Porque, de uma certa maneira, todo este esforço por fazer das minhas palavras expressão do que sinto, mas tudo na mira mais indireta e na medida mais discreta e educada possível, não passa de um mecanismo de defesa para não desnudar a minha fragilidade e fraqueza.
Tenho vivido nesse redemoinho de sentimentos ocultos, tão discretos e escondidos, por tanto tempo que cheguei no ápice de não reconhecer a mim mesmo. Cheguei ao extremo de não saber o que havia dentro de mim e de sentir vergonha quando descobria. Por meio dessa elegância no portar, no trajar e no andar das palavras, acabei por me encantar com a imagem firme e forte que transmitia e nunca dei chances para enxergar a estrutura quebradiça e desmontável que todo o ser humano possui. Ser humano o qual eu também sou. Criatura na qual eu também fui criado.Sem poderes, sem truques, sem mais artimanhas.
Reconheço: toda a maquiagem não é real e o que se está escondendo pode sim ser bonito e valioso e admirável e encantador. Tornei-me, desta forma, vivendo um grande colapso psicológico que quase me custou a sanidade, um ser humano, com suas limitações, fraquezas e sentimentos "bobos" e "tolos"; que chora e sente dor; que não sorri todo o tempo; que não é obrigado a ser feliz para todo mundo. E das minhas palavras só restaram a beleza, a elegância e a poesia. Frutos do ser humano inalcançável, que é todo-poderoso, invisível, oculto, misterioso e sagaz, sutil e enigmático. Um sonho. Portanto, jamais, a verdade.
Estes são os pensamentos...
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Bom Saber I
– Bom Saber –
Uma conversa construtiva entre amigos sem medida.
Keywords de hoje: Tesão, preconceito e putas reflexivas.
Estou com vontade de dar o cu. Vontade de colocar a pica no primeiro buraco apertado que ver pela frente. De cair de boca na genitália acesa da primeira que me abrir as pernas. De agarrar o primeiro corpo quente e me esfregar. Me esfregar. Me esfregar...
Quê? Por que isso?
Porque quero!
Você deveria tomar os seus remédios na hora certa. Ou vai me dizer que não é sujeitado a tratamentos e remédios controlados, dignos de um louco? Se eu não fosse seu amigo, das duas, uma: ou ia aderir a seus desejos libertinos e te acompanhar em suas fantasias malucas, ou ia me afastar e alcançar a primeira autoridade que visse pela frente e indicá-lo à prisão. Lugar de louco, dos dois, um: o hospício ou a prisão.
Você é um preconceituoso, filho-da-mãe! Pra não dizer "puta", já que tenho muito respeito por aquela que lhe pôs no mundo. Mas adjetivos à mãe à parte, você é um preconceituoso, seu merda! Você e uns noventa e cinco por cento desse mundinho. Os outros cinco se divide em três por cento como eu e dois por cento de altistas e retardados mentais...
Quem está sendo o preconceituoso agora?
Foda-se o politicamente correto! São só conceitos, no final falam dos mesmos débeis mentais!
Você anda com a boca muito suja!
E você muito puritano. Não era assim que você costumava me repreender. Aceitou a Jesus ou só quer comer uma santinha e está ensaiando a santidade?
Eu não acredito em Deus e você sabe disso. Sobre a santinha, já comi e não gostei. Essa coisa de ficar fazendo o trabalho sozinho é pra prostituta e punheteiro. Enfim... Meu "puritanismo", caro amigo, é pura educação. Não vejo necessidade de tantos palavrões em tão poucas sentenças.
Não vejo a necessidade de um fiscal das palavras de baixo calão do meu lado! E outra coisa: o punheteiro eu entendi, mas a prostituta... por que ficou classificada nos que trabalham sozinho?
Você acredita que uma pessoa que paga para ter prazer vai fazer algum esforço além de pedir para lhe montarem e ficar dizendo coisas do tipo: “upa, upa, cavalinho!”? Na maioria desses que pagam, é isso que acontece.
Você já foi puta pra afirmar isso?
Eu já paguei pra uma e ela me confessou.
Você pagou pra ser psicólogo de puta? Comeu ela pelo menos?
Comi, e justamente pelo modo como comi que chegamos a altas reflexões sobre os usuais clientes de puta.
Hum... Reflexões com uma puta! Muito construtivo... Você já foi um dos seres mais cultos em outros tempos, amigo. Deu uma caída no nível, hein?
Mais uma vez o preconceito imperando! Depois eu sou o preconceituoso! Só porque alguém ganha pra dar, esse alguém também tem que ser oco e sem capacidade para uma boa e reflexiva conversa! Tenho conversas altamente reflexivas com você, e é bom lembrar: com você!
Só porque tenho um baixo palavreado e não costumo ser das pessoas mais respeitosas do mundo tenho que ser rebaixado à puta reflexiva!?
Rebaixado a você mesmo!
Vamos acabar brigando! Já estamos brigando! Vamos parar por aqui! Você sabe que em brigas eu costumo ganhar todas! Sou baixo e pervertido! Sou péssimo e não tenho respeito algum por coisa alguma!
Sei, bem sei. Se numa conversa você consegue mostrar todas essas suas qualidades, imagine em uma discussão!
Exatamente! Sem contar que o estresse de uma discussão costuma tirar todo o meu tesão.
Ainda tá com isso? Melhor que suma logo, não? Ou vai acabar ficando na mão!
Assinar:
Comentários (Atom)